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Os momentos-chave do livro, em ordem, uma imagem de cada vez.

Neemias 1:1-1
Neemias ouve sobre a ruína de Jerusalém
Neemias vive longe de casa, na fortaleza de Susã. Ele serve o rei da Pérsia, um trabalho importante e confortável. Mas seu coração continua voltado para Jerusalém, a cidade de seus antepassados.
Um dia, seu irmão Hanani chega com homens de Judá. Neemias os questiona logo sobre a cidade e sobre os que sobreviveram, os que voltaram do exílio para lá.
A resposta chega, dura: "Os que restam estão na desgraça e na vergonha. Os muros de Jerusalém estão derrubados, e suas portas foram queimadas pelo fogo."
Essas palavras atingem Neemias bem no coração. Ele pensa em sua cidade sem proteção, entregue à vergonha diante dos outros povos.
Então ele se senta, e chora. Por vários dias, ele fica de luto. Ele jejua, ele não come mais normalmente. E ele ora, voltado para o Deus do céu, já buscando o que poderia fazer.

Neemias 2:1-2
O rei envia Neemias a Jerusalém
Neemias serve o vinho do rei Artaxerxes, em Susã. Um dia, seu rosto está triste. O rei percebe e pergunta: "Por que seu rosto está triste? Você não está doente. Então é uma tristeza do coração." Neemias tem medo, mas responde: "Que o rei viva para sempre! Como meu rosto não estaria triste, quando a cidade de meus antepassados está em ruínas e suas portas foram queimadas?"
O rei então pergunta: "O que você deseja?" Neemias ora em silêncio, depois ousa falar. Ele pede para ir a Jerusalém reconstruir a cidade. O rei aceita, com a rainha sentada ao seu lado. Ele marca um tempo para essa viagem.
Neemias também pede cartas para os governadores das regiões, para passar sem perigo, e uma carta para Asafe, o guarda das florestas reais, para conseguir madeira. O rei concede tudo, pois a mão boa de Deus está sobre Neemias.

Neemias 2:11-2
Neemias inspeciona os muros à noite
Neemias finalmente chega a Jerusalém. Ele fica três dias sem dizer nada a ninguém. Ele observa, reflete, ora ainda em silêncio.
Então, uma noite, ele se levanta. Leva apenas alguns homens com ele, não mais. Monta num animal e sai pelo vale, na escuridão. Ele quer ver os muros com seus próprios olhos, sem que ninguém ainda saiba de seu plano.
Ele avança devagar. Olha as pedras quebradas, as portas queimadas pelo fogo. Em alguns lugares, a passagem é tão estreita que seu animal não consegue mais passar. Ele desce, caminha a pé, continua inspecionando.
Ele volta antes do amanhecer, sempre em silêncio. Nem os sacerdotes, nem os chefes, nem os artesãos sabem o que ele está preparando. Neemias guarda tudo para si. Ele quer ter certeza do seu plano antes de falar com os outros.

Neemias 3:1-3
O povo reconstrói o muro seção por seção
Jerusalém não passa de um monte de pedras. Neemias convenceu o povo a reconstruir os muros. Então todos se põem ao trabalho, cada um em seu lugar.
O sumo sacerdote Eliasibe começa pela porta das Ovelhas, com os outros sacerdotes. Mais adiante, os homens de Jericó constroem seu trecho do muro. Os filhos de Hassenaá colocam a porta dos Peixes, com suas portas, ferrolhos e trancas. Cada família repara o muro bem diante de sua própria casa. Até mulheres ajudam, como as filhas de Salum.
Ouvem-se os martelos, as pedras sendo empilhadas, as ordens dadas de uma seção a outra. "Você fica desse lado, eu fico daquele!", dizem muitas vezes. Diferentes ofícios trabalham lado a lado: ourives, perfumistas, comerciantes. Ninguém é deixado de lado. Pouco a pouco, toda a volta da cidade se cobre de andaimes, e o muro renasce, trecho após trecho, até se fechar completamente.

Neemias 4:15-4
Os construtores trabalham com armas em mãos
Os inimigos descobrem que Neemias conhece o plano deles. Então recuam, por enquanto. Mas a ameaça não desaparece de verdade. Ela permanece ali, como uma nuvem negra sobre o canteiro de obras.
Neemias não baixa a guarda. Ele organiza o trabalho de outra forma. Metade dos homens constrói o muro, a outra metade segura lanças, escudos e arcos, prontos para combater. Os chefes se colocam atrás de todo o povo de Judá, para encorajar e vigiar.
Os construtores trabalham com uma mão, e com a outra seguram uma arma. Cada um mantém sua espada presa ao quadril, mesmo ao colocar as pedras. Um homem toca a trombeta ao lado de Neemias, pronto para dar o alarme. O povo nunca para, apesar do medo. Ele constrói e vigia, dia após dia, sem descanso.

Neemias 5:1-5
Neemias confronta os nobres sobre as dívidas
Enquanto os muros sobem, um clamor explode no povo. Famílias pobres não têm mais o que comer. Outras tiveram que vender seus campos para comprar trigo. Outras ainda pegaram dinheiro emprestado dos ricos, e agora precisam dar seus próprios filhos como escravos para pagar suas dívidas.
Neemias ouve essas queixas e fica com raiva. Ele convoca os ricos e os chefes do povo. Ele lhes diz: "Vocês emprestam dinheiro a seus irmãos, e cobram juros deles! Isso não é justo. Devolvam a eles seus campos, suas casas, e o dinheiro que tomaram a mais."
Os ricos aceitam, diante dos sacerdotes. Neemias sacode sua veste e diz: "Que Deus sacuda assim todo homem que não cumprir sua promessa!" Todo o povo responde: "Amém!" E cada um devolve o que devia devolver.

Neemias 6:15-6
O muro é concluído em 52 dias
O trabalho chega ao fim. Neemias olha as pedras alinhadas, as portas colocadas, o muro completo. Cinquenta e dois dias se passaram desde o início das obras. Os operários largam suas ferramentas. A cidade de Jerusalém tem novamente um muro sólido ao seu redor.
A notícia se espalha depressa entre os inimigos. Sambalate, Tobias, e os outros povos vizinhos sabem que o muro está terminado. Eles ficam sem palavras. Pensavam que esse projeto fracassaria, à força de zombarias e ameaças.
Mas eles compreendem outra coisa. Esse muro não saiu apenas da força dos braços. Eles veem que o próprio Deus sustentou esse povo. O medo os toma. Sua confiança desaba. Eles baixam os olhos diante do que já não podem negar: o Deus de Israel agiu com seu povo, e ninguém conseguiu detê-lo.

Neemias 8:1-8
Esdras lê a Lei diante da assembleia
Os muros de Jerusalém estão finalmente reconstruídos. Todo o povo se reúne numa grande praça, diante da porta das Águas. Eles pedem a Esdras, o sacerdote, que traga o livro da lei de Moisés.
Esdras sobe num púlpito de madeira, construído para a ocasião. Assim que ele abre o livro, todos se levantam. Ele bendiz o Senhor, e o povo responde: "Amém! Amém!" Depois se inclinam, o rosto contra o chão.
Esdras lê em voz alta, da manhã até o meio-dia. Levitas circulam entre a multidão. Eles explicam o texto, frase por frase, para que cada um compreenda de verdade o que está escrito. As pessoas escutam com atenção. Alguns choram, tocados por essas palavras que redescobrem depois de tantos anos de esquecimento. Naquele dia, a Palavra volta a ser viva para todo um povo.

Neemias 8:14-8
O povo celebra a Festa dos Tabernáculos
O povo ainda escuta a leitura da Lei. De repente, os chefes descobrem um texto esquecido havia muito tempo. Moisés havia pedido que se construíssem cabanas de ramos durante uma festa de outono, para lembrar o deserto. Ninguém fazia isso havia gerações.
Então uma ordem parte para todas as cidades, até Jerusalém: "Vão buscar ramos de oliveira, de murta, de palmeira, e construam cabanas!" As pessoas obedecem com alegria. Nos telhados, nos pátios das casas, no pátio do Templo, por toda parte surgem abrigos de folhagem.
Por sete dias, toda a comunidade vive assim, ao ar livre, sob os ramos. Todos os dias, lê-se a Lei de Deus em voz alta. No último dia, uma grande assembleia reúne todo mundo. Uma alegria imensa enche a cidade. Desde a época de Josué, filho de Num, ninguém havia celebrado essa festa dessa maneira.

Neemias 12:27-12
Dedicação do muro com cânticos e procissão
Os muros de Jerusalém finalmente se erguem de novo. Neemias quer celebrar isso dignamente. Ele manda vir os levitas de todas as vilas ao redor, com seus címbalos, seus alaúdes e suas harpas. Procuram-se também os cantores, para que a alegria explodisse em música.
Neemias forma dois grandes coros. Cada um sobe no muro, em direção oposta, e eles marcham devagar, cantando e tocando, até se encontrarem diante da casa de Deus. Os sacerdotes sopram as trombetas. Ouve-se gritar: "Obrigado, Senhor!" A cidade inteira ressoa com música e gritos de alegria.
Depois vem o momento das ofertas. Cada um traz pão, vinho, óleo, em agradecimento. As crianças também estão lá, com suas mulheres e maridos. Todo o povo se alegra junto, tão forte que a alegria de Jerusalém se ouve ao longe, até nas cidades vizinhas. Naquele dia, ninguém fica fora da festa.














